Marinha Grande - Câmara quer adjudicar revisão do PDM até final do ano
A revisão do Plano Director Municipal (PDM) da Marinha Grande vai ser adjudicada até ao final do ano, com o futuro documento a permitir ampliar as zonas industriais concelhias, informou hoje o vereador João Paulo Pedrosa.
O vereador das Obras da Câmara da Marinha Grande disse à Agência Lusa que "o PDM faz agora dez anos", o prazo mínimo para a sua revisão, pelo que a autarquia decidiu abrir um período de discussão pública para definir as alterações ao documento, com a participação das Juntas de Freguesia.
Segundo o autarca, o balanço desta discussão pública "tem sido muito positivo, porque as pessoas têm participado e dado as suas sugestões para algumas correcções de alguns erros".
O objectivo é estabelecer um "planeamento sério e responsável para os próximos dez anos", disse, salientando que o novo PDM vai definir "novas zonas industriais e de lazer, bem como as novas áreas de expansão do concelho".
Em paralelo, a autarquia está a proceder à inventariação de todos os prédios existentes, de modo a definir com "mais rigor" qual as necessidades de crescimento do concelho.
Até ao final de Junho, a autarquia está a realizar sessões de esclarecimento, onde a população e as Juntas de Freguesia são convidados a avaliar o PDM em curso.
Questões como a expansão das Zonas Industriais da Marinha Grande, Moita e Vieira de Leiria e as necessidades de ordenamento das novas malhas urbanas foram algumas das razões que levaram a autarquia a proceder à revisão do PDM em vigor, disse.
Por outro lado, desde 2001 que a freguesia da Moita integra o concelho da Marinha Grande, depois de ter pertencido ao município de Alcobaça, sendo necessário "harmonizar" o ordenamento daquela autarquia com o resto do concelho, acrescentou o vereador socialista.
No entanto, a estrutura local da CDU contestou em comunicado a revisão do documento, considerando que não passa de uma estratégia para "esconder a completa falta de ideias e de projectos para a Marinha Grande, traduzida num verdadeiro marasmo ao longo dos três primeiros anos de cada um dos mandatos".
A actual maioria socialista "está a descobrir que há um concelho ainda com deficiências estruturais" e que "gerir um território não passa apenas pela execução de obras de forma casuística ao sabor de interesses eleitoralistas", acusa a CDU.
Para a oposição autárquica, o processo de consulta pública deve ser realizado apenas após uma "definição de políticas de planeamento" por parte da autarquia, o que não terá sucedido.
Nesse sentido, a CDU defende que as actuais sessões de esclarecimento não passam de "pura demagogia com vista a criar falsas expectativas" na população.